Nele, microrganismos existentes naturalmente nos esgotos, mineralizam parte da matéria orgânica, gerando lodo (que deve ser retir
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Fossa Séptica, filtro anaeróbico e Sumidouro - Cálculos, execução, normas e dicas
Esgotos Sanitários e sua Coleta Cálculos, Normas, Dicas
Esta apostila é um material de apoio para as aulas de instalações e provavelmente o seu professor possui ou já leu. Com esta apostila você conseguirá fazer o seu projeto de instalações sem problemas(esgoto doméstico) da concepção até o detalhamento e comunicação do projeto. Para isso ela apresenta 6 tópicos super importantes. Vale a pena baixar!
A outra apostila a de Coleta de Esgotos complementa a anterior e apresenta várias figuras, fotos e tabelas para o correto dimensionamento dos esgotos sanitários.
Para baixar as apostilas clique abaixo:
Sistemas Prediais de Prevenção Contra Incêndio - Informações e Apostila!
Todas as edificações novas com área igual
ou superior a 100 m2, excluídas as
residências unifamiliares, deverão possuir
projeto de prevenção de incêndios.
PREVENÇÃO
A prevenção é o conjunto de medidas que visam evitar que os sinistros surjam, mas não havendo essa possibilidade, que sejam mantidos sob controle, evitando a propagação e facilitando o combate. Ela pode ser alcançada por diversas formas:
- atividades educativas como palestras e cursos nas escolas, empresas, prédios residenciais;
- divulgação pelos meios de comunicação;
- elaboração de normas e leis que obriguem a aprovação de projetos de proteção contra incêndios, instalação dos equipamentos, testes e manutenção adequados;
- formação, treinamento e exercícios práticos de brigadas de incêndio.
COMBATE
O combate inicia-se quando não foi possível evitar o surgimento do incêndio, preferencialmente sendo adotadas medidas na seguinte ordem:
- salvamento de vidas;
- isolamento;
- confinamento;
- extinção, e
- rescaldo.
- (*) as operações de proteção de salvados e ventilação podem ocorrer em qualquer fase.
NORMAS RELATIVAS A PREVENÇÃO DE INCÊNDIOS
- NBR 10897 - Proteção contra Incêndio por Chuveiro Automático;
- NBR 10898 - Sistemas de Iluminação de Emergência;
- NBR 11742 - Porta Corta-fogo para Saída de Emergência;
- NBR 12615 - Sistema de Combate a Incêndio por Espuma.
- NBR 12692 - Inspeção, Manutenção e Recarga em Extintores de Incêndio;
- NBR 12693 - Sistemas de Proteção por Extintores de Incêndio;
- NBR 13434: Sinalização de Segurança contra Incêndio e Pânico - Formas, Dimensões e cores;
- NBR 13435: Sinalização de Segurança contra Incêndio e Pânico;
- NBR 13437: Símbolos Gráficos para Sinalização contra Incêndio e Pânico;
- NBR 13523 - Instalações Prediais de Gás Liquefeito de Petróleo;
- NBR 13714 - Instalação Hidráulica Contra Incêndio, sob comando.
- NBR 13714: Instalações Hidráulicas contra Incêndio, sob comando, por Hidrantes e Mangotinhos;
- NBR 13932- Instalações Internas de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) - Projeto e Execução;
- NBR 14039 - Instalações Elétricas de Alta Tensão
- NBR 14276: Programa de brigada de incêndio;
- NBR 14349: União para mangueira de incêndio - Requisitos e métodos de ensaio
- NBR 5410 - Sistema Elétrico.
- NBR 5419 - Proteção Contra Descargas Elétricas Atmosféricas;
- NBR 5419 - Sistema de Proteção Contra Descangas Atmosférias (Pára-raios.)
- NBR 9077 - Saídas de Emergência em Edificações;
- NBR 9441 - Sistemas de Detecção e Alarme de Incêndio;
- NR 23, da Portaria 3214 do Ministério do Trabalho: Proteção Contra Incêndio para Locais de Trabalho;
- NR 23, da Portaria 3214 do Ministério do Trabalho: Proteção Contra Incêndio para Locais de Trabalho.
DECRETO ESTADUAL – SP - 38069/93
Instruções Técnicas válidas apenas para São Paulo
- Instrução Técnica CB-01-33-94: Transição do DE 20.811/83 para o DE 38069/93;
- Instrução Técnica CB-02-33-94: Proteção Contra Incêndio para Estruturas Metálicas;
- Instrução Técnica CB-04-33-95: Sobre Procedimento Simplificado para aprovação e vistoria;
- Instrução Técnica CB-01-33-96: Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros;
- Instrução Técnica CB-05-33-97: Procedimentos para análise de Proposta de Proteção Contra Incêndio;
- Instrução Técnica CB-06-33-97: Alarme de Incêndio em Edificações;
- Instrução Técnica CB-07-33-97: Saídas de Emergência em Edificações;
- Instrução Técnica CB-08-33-98: Sistemas de Mangotinhos;
- Instrução Técnica CB- 9-33-98: Tubulação de Cobre nos Sistemas de Hidrantes;
- Instruçao Técnica CB- 010-33-99: Pressurização de Escadas de Segurança;
- Instrução Técnica CB-011-33-99: Segurança Estrutural dos Edifícios - Resistência ao Fogo dos Elementos Construtivos ;
- Instrução Técnica CB - 012-33-99: Procedimentos para Avaliação de Proposta de Proteção contra Incêndio e Vistoria de Instalações de GLP com Abastecimento a Granel;
- Instrução Técnica nº CB-013-33-00: Utilização de Tubulação de Aço Galvanizado de Diâmetro Nominal de 50 mm;
- Instrução Técnica N.º CB-014-33-00: Dimensionamento de Lotação e Saídas de Emergência em recintos de eventos desportivos e de espetáculos Artístico-Culturais.
PROJETO DE PREVEÇÃO DE INCÊNDIOS
O projeto de proteção contra incêndios deve nascer juntamente com o projeto de arquitetura, levando em conta as distâncias para serem alcançadas as saídas, as escadas (largura, dimensionamento dos degraus, controle de fumaça, corrimãos, resistência ao fogo etc), a combustibilidade e a resistência ao fogo das estruturas e materiais de acabamento, a vedação de aberturas entre pavimentos adjacentes, as barreiras para evitar propagação de um compartimento a outro, o controle da carga incêndio e a localização dos demais sistemas contra incêndios.
O primeiro passo a ser dado é a classificação das ocupações. Ele determina os tipos de sistemas e equipamentos a serem executados na edificação; a partir daí devem ser pesquisadas as Normas Técnicas Brasileiras Oficiais para complemento do referido Decreto. É importante, também a consulta à Prefeitura Municipal, pois podem existir exigências locais.
Os riscos considerados são chamados de "A", "B" e "C", ou seja leve, médio e pesado que são determinados com base na "Tarifa Seguro Incêndio" do Instituto de Resseguros do Brasil. Existe um índice de ocupações que indicam uma rubrica e sub rubrica, de acordo com a rubrica é determinado o risco: até 2 risco "A", 3 a 6 risco "B", 7 a 13 risco "C".
ERROS DE PROJETO MAIS FREQUENTES
Um projeto de proteção contra incêndio deve iniciar-se juntamente com o projeto de arquitetura e perfeitamente integrado com o de estrutura, hidráulico, elétrico, etc.
Um bom projeto deve contar com proteção passiva (contenção da propagação vertical e horizontal), ativa (equipamentos de combate), sistemas de alarme, pessoal treinado e principalmente saídas de emergência com iluminação de segurança adequada. É muito importe a limitação da carga de materiais combustíveis no interior da edificação.
· sistema de iluminação de emergência - NBR 10898:
o dificuldade de diferenciação entre aclaramento e balizamento. A primeira é a luminosidade mínima para observação de objetos e obstruções à passagem; a segunda é a indicação clara e precisa da saídas e do sentido de fuga até local seguro;
o não previsão de pontos de luz nas mudanças de direção, patamares intermediários de escadas e acima das saídas;
o quando adotado gerador, deve manter condições idênticas aos sistemas alimentados por baterias (tempo de autonomia, localização dos pontos de luz, altura, potência, funcionamento automatizado aceitando-se partida até 15 segundos - no conjunto por baterias admite-se até 5 segundos);
- sistema de alarme - NBR 9441:
- localização do painel central em locais como depósitos, sob escadas onde não há pessoas freqüentemente ou isolados, de forma que não possam notar o aviso desencadeado dos acionadores destacados e tomar as providências necessárias imediatamente; ideal seria que houvesse até telefone com linha externa nas proximidades para acionamento imediato do Corpo de Bombeiros;
- falta de acionadores manuais onde há detecção automática (uma pessoa pode observar o surgimento de um foco de incêndio e não pode ficar esperando o sistema automático entrar em funcionamento, mas acionar o ponto manual imediatamente);
- sistema de hidrantes:
- localização de registro de recalque dentro do pátio interno de empresas, sendo que deveria estar no passeio público próximo à portaria;
- falta de tubulação de retorno de 6 mm de diâmetro da expedição da bomba à sua introdução, para evitar superaquecimento quando funcionar sem vazão - é exigida somente para vazões superiores a 600 l/min;
- falta de botoeira liga-desliga alternativa quando for projetado sistema automatizado de acionamento das bombas;
- o acionamento nesse caso é automático, mas a parada da bomba principal dever ser exclusivamente manual - tal procedimento visa evitar que uma pessoa que possa estar combatendo um incêndio seja prejudicada pelo desligamento acidental;
- não consideração de cotas altimétricas no dimensionamento da bomba de incêndio;
- não localização de hidrantes próximo às portas, sendo que em alguns casos teria uma pessoa que passar pelo incêndio para chegar até um hidrante que supôs-se utilizar para combater o mesmo.
- saídas de emergência - NBR 9077/93:
- inexistência de captação de ar externo para o duto de entrada de ar - erroneamente sai diretamente do térreo, na laje e em local fechado. Deve haver prolongamento na mesma área ou maior até o exterior do prédio de forma a aspirar ar puro que possa subir até os locais desejados;
- falta de corrimãos em ambos os lados das escadas;
- arco de abertura da porta corta-fogo secando a curvatura da escada, sendo que no máximo pode tangenciar a mesma;
- a descarga de todos os pavimentos no pavimento térreo deve ser isolada da descida até os pavimentos mais baixos a fim de evitar a descida até eles e permitir que mais rapidamente se alcance local seguro;
- todas as portas de acesso às escadas de segurança devem ser do tipo corta-fogo, que devem abrir no sentido da saída dos ocupantes;
- projeto de passagem de instalações elétricas, hidráulicas, dutos de lixo, gás combustível nas paredes da escada ou até mesmo dentro delas; as únicas permitidas são as instalações elétricas da própria escada;
- falta de barras anti-pânico nas portas de emergência de locais de reunião como cinemas, teatros, casas de espetáculos, salões de baile, danceterias, "karaoke" etc;
- falta de dimensionamento da largura e caminhamento para as portas de saída de acordo com o cálculo da população máxima possível do local.
- extintores portáteis e sobre-rodas (NBR 12692, 12693):
- não previsão para riscos especiais como caldeiras, cabinas elétricas, casas de máquinas de elevadores, depósitos de gás combustível que deverão possuir aparelhos adequados e exclusivos para eles;
- não previsão de tipos diferentes em um mesmo piso, de forma a atender princípios de incêndio em materiais diversos;
- normalmente quando é exigido o extintor sobre-rodas (carretas) instala-se apenas um; sendo que deverão ser projetados atendendo à classe de material que vai queimar, caminhamento, área de cobertura e atendimento exclusivamente no piso em que se encontram.
EQUIPAMENTOS
Classifica-se os sistemas e equipamentos como:
- Proteção Estrutural:
- compartimentação horizontal;
- compartimentação vertical;
- Meios de Fuga:
- escada de segurança;
- iluminação de emergência;
- elevador de segurança.
- Meios de Alerta:
- detecção automática;
- alarme manual contra incêndios;
- sinalização.
- Meios de Combate a Incêndios:
- extintores portáteis;
- extintores sobre rodas (ou carretas);
- instalações fixas, semi-fixas, portáteis, automáticas e/ou sob comando, compreendendo:
- hidrantes;
- chuveiros automáticos (sprinklers);
- espuma mecânica;
- nebulizadores, canhões monitores e/ou esguichos reguláveis;
- sistema fixo de gases.
EXIGÊNCIAS COMPLEMENTARES POSSÍVEIS
- pessoal treinado no uso dos equipamentos;
- instalação de hidrantes públicos de coluna em loteamentos;
- análise de locais de diversões públicas e reuniões públicas;
- credenciamento pelo Corpo de Bombeiros para empresas do ramo de fabricação, inspeção e recarga de extintores de incêndio;
- atribui Poder de Polícia ao Corpo de Bombeiros para fiscalização das edificações;
- "Comissão Executiva de Segurança" para examinar, aprovar, vistoriar e interditar prédios antigos, com vistas à proteção contra incêndios.
Estruturas Metálicas
Em 1994 foi publicada uma Instrução Técnica (IT) que trata do revestimento de estruturas metálicas para retardar a elevação de temperatura de forma a não atingir por volta de 550 graus Centígrados, quando perdem por volta de 50% da resistência mecânica.
Isto causou um revolução no sistema e houve grande movimentação nacional porque para melhorar a segurança foi necessário elevar os custos.
Em 1999, a IT foi revisada, alterado o nome e a destinação a todas as estruturas, independentemente do tipo de material, como concreto armado, protendido, alvenaria estrutural, metálica e madeira, isto é, qualquer edificação abrangida pelo regulamento deve possuir um tempo mínimo de resistência ao calor, conforme o tipo de ocupação, área ou altura.
Instalações de Armazenamento de Gás Liquefeito de Petróleo
Está sendo adotada a Portaria 27, de 16 de setembro de 1996 do Departamento Nacional de Combustíveis
Ela estabelece condições mínimas de segurança das instalações de armazenamento de recipientes transportáveis de gás liquefeito de petróleo destinados à comercialização.
Para instalações de armazenamento em tanques estacionários, deve servir de base o Decreto Estadual 38069/93 e a NBR 13523.
Para tanque industriais, o CB-9 : Comitê Brasileiro de Combustíveis, da ABNT está preparando norma específica. Pode ser seguida a NFPA 58.
Para instalações internas prediais foi publicada recentemente a NBR 13932 de Projeto e Instalação de Gás Liquefeito de Petróleo.
MANUTENÇÃO DE EQUIPAMENTOS
Os materiais utilizados nas instalações deverão ser testados, aprovados e instalados conforme ABNT, INMETRO, IPT ou demais organismos capacitados para certificação.
Na falta das normas deverão ser atendidas as recomendações dos fabricantes.
PROFISSIONAIS HABILITADOS
Os projetos de proteção contra incêndios deverão ser elaboradas e assinadas por profissionais habilitados e com registro no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura.
A Resolução Federal No. 218 de 29 de junho de 1973 especifica as competências para cada profissional envolvido para a elaboração do projeto e para a sua execução.
DOWNLOAD DA APOSTILA
Dimensionamento das Instalações de Água Fria
Dimensionamento das Instalações de Água Fria
Dimensionamento é o ato de determinar dimensões e grandezas. As instalações de água fria devem ser projetadas e construídas de modo a:
- Garantir o fornecimento de água de forma continua, em quantidade suficiente, compressões e velocidades adequadas para o sistema de tubulações e peças de utilização(chuveiro, torneiras, etc) funcionem perfeitamente;
- Preservar rigorosamente a qualidade da água do sistema de abastecimento;
- Garantir o máximo de conforto aos usuários, incluindo a redução dos níveis de ruído nas tubulações.
O dimensionamento das instalações prediais de água fria envolve basicamente duas etapas:
Dimensionamento dos reservatórios
Dimensionamento das tubulações
Veremos a seguir exemplos práticos sobre como dimensionar os reservatórios e as tubulações para condução de água fria.
Norma Técnica de Projeto
A Norma que fixa as exigências à maneira e os critérios para projetar as instalações prediais de água fria, atendendo às condições técnicas mínimas de higiene, economia, segurança e conforto aos usuários, é a NBR 5626 – Instalação Predial de Água Fria.
Dimensionamento dos Reservatórios
Reservatórios Inferior e Superior
De acordo com a Norma NBR 5626, existe uma maneira para definir o tamanho certo dos reservatórios Inferior e Superior.
A função da caixa d’água é ser um reservatório para dois dias de consumo(por precaução para eventuais faltas de abastecimento público de água), sendo que o reservatório inferior deve ser 3/5 e o superior 2/5 do total de consumo para esse período. No caso de prédios, ainda deve ser acrescentar de 15 a 20% desse total para reserva de incêndio.
Por exemplo: Vamos supor um prédio com reservatório superior de 5000 litros. Neste caso teríamos 1000 litros para reserva de incêndio, ou seja:
5000 x 20/100 = 1000 litros
Vamos acompanhar um exemplo para entender melhor esses cálculos. Qual a capacidade da caixa d’água de uma residência que irá atender 5 pessoas?
De acordo com a tabela de estimativa de consumo predial diário, uma pessoa consome em média 150 litros de água por dia.
Este dado pode ser obtido através da tabela AF01:
AF 01 – Estimativa de consumo predial diário
| Tipo de construção | Consumo médio (litros/dia) |
| Alojamentos provisórios | 80 por pessoa |
| Casas populares ou rurais | 120 por pessoa |
| Residências | 150 por pessoa |
| Apartamentos | 200 por pessoa |
| Hotéis (s/cozinha e s/ lavanderia) | 120 por hóspede |
| Escolas - internatos | 150 por pessoa |
| Escolas - semi internatos | 100 por pessoa |
| Escolas - externatos | 50 por pessoa |
| Quartéis | 150 por pessoa |
| Edifícios públicos ou comerciais | 50 por pessoa |
| Escritórios | 50 por pessoa |
| Cinemas e teatros | 2 por lugar |
| Templos | 2 por lugar |
| Restaurantes e similares | 25 por refeição |
| Garagens | 50 por automóvel |
| Lavanderias | 30 por kg de roupa seca |
| Mercados | 5 por m² de área |
| Matadouros - animais de grande porte | 300 por cabeça abatida |
| Matadouros - animais de pequeno porte | 150 por cabeça abatida |
| Postos de serviço p/ automóveis | 150 por veículo |
| Cavalariças | 100 por cavalo |
| Jardins | 1,5 por m² |
| Orfanato, asilo, berçário | 150 por pessoa |
| Ambulatório | 25 por pessoa |
| Creche | 50 por pessoa |
| Oficina de costura | 50 por pessoa |
Importante: Quando não se sabe quantas pessoas vão morar na casa, devemos utilizar os dados da tabela AF 02:
AF 02 – Número de pessoas por ambiente
| Ambiente | Número de pessoas |
| Dormitório | 2 pessoas |
| Dormitório de empregado (a) | 1 pessoa |
Assim devemos multiplicar:
5 pessoas vezes 150 litros/dia = 750 litros/dia de consumo de água na casa.
Lembrando que o reservatório deverá atender a casa por dois dias, esse valor deverá ser multiplicado por 2. Ou seja:
750 x 2 = 1500 litros para 2 dias de consumo para 5 moradores da casa.
Neste caso, o consumidor pode optar por uma caixa de 1500 litros, ou uma de 1000 litros e uma segunda caixa de 500 litros.
Observação:Recomendamos o uso do bom senso nos casos onde a capacidade calculada da caixa ultrapassar as condições financeiras do consumidor e as condições técnicas da obra (estrutura por exemplo), que deverpa resistir ao peso da caixa. Lembre-se que 1000 litros = 1000 kg. Na situação do exemplo, como o calculo foi feito para dois dias e em eventuais faltas de abastecimento de água o consumidor já tem por hábito economizar água, pode se decidir pelo uso de uma caixa de menor capacidade, que atenda o consumo de pelo menos 1 dia, que neste exemplo é de 750 litros. Um reservatório de 1000 litros seria o suficiente.
Com base no valor calculado de 1500 litros, vamos dimensionar as capacidades dos reservatórios inferior e superior.
Reservatório Inferior:
Para calcular o tamanho da caixa d’água inferior, devemos achar o valor correspondente a 3/5 de 1500 da seguinte forma:
3/5 x 1500 = 900 litros
Nesse caso, como não se encontra no mercado uma caixa d’água com esse volume, deve-se instalar a Caixa d’água Tigre 1000 litros.
Reservatório Superior:
Para a caixa d’água superior, o valor que devemos encontrar é de 2/5 do consumo, ou seja, 2/5 de 1500:
2/5 x 1500 = 600 litros
Também neste caso não encontramos no mercado caixa d’água com 600 litros, portanto deve-se instalar a Caixa d’água Tigre de 500 litros.
Dimensionamento das Tubulações de Água Fria
As primeiras informações de precisamos saber para o dimensionamento das tubulações de água fria são:
- O número de peças de utilização que esta tubulação irá atender;
- A quantidade de água (vazão) que cada peça necessita para funcionar perfeitamente.
Esta quantidade de água está relacionada com um numero chamado de “peso das peças de utilização”.
Esses pesos por sua vez, tem relação direta com os diâmetros mínimos necessários para o funcionamento das peças.
Portanto, para que possamos determinar os diâmetros das barriletes, colunas, ramais e sub-ramais, devemos:
Passo 1: Calcule a soma dos pesos das peças de utilização para cada trecho da tubulação. Estes pesos estão relacionados na tabela AF 03:
AF 03 – Vazões de projeto e pesos relativos dos pontos de utilização
| Aparelho sanitário | Peça de utilização | Vazão de projeto L/s | Peso relativo | |
| Bacia sanitária | Caixa de descarga | 0,15 | 0,30 | |
| Válvula de descarga | 1,70 | 32 | ||
| Banheira | Misturador (água fria) | 0,30 | 1,0 | |
| Bebedouro | Registro de pressão | 0,10 | 0,1 | |
| Bidê | Misturador (água fria) | 0,10 | 0,1 | |
| Chuveiro ou ducha | Misturador (água fria) | 0,20 | 0,4 | |
| Chuveiro elétrico | Registro de pressão | 0,10 | 0,1 | |
| Lavadora de pratos ou de roupas | Registro de pressão | 0,30 | 1,0 | |
| Lavatório | Torneira ou misturador (água fria) | 0,15 | 0,3 | |
| Mictório cerâmico | Com sifão integrado | Válvula de descarga | 0,50 | 2,8 |
| Sem sifão integrado | Caixa de descarga, registro de pressão ou válvula de descarga para mictório | 0,15 | 0,3 | |
| Mictório tipo calha | Caixa de descarga ou registro de pressão | 0,15 por metro de calha | 0,3 | |
| Pia | Torneira ou misturador (água fria) | Torneira ou misturador (água fria) | 0,25 | 0,7 |
| Torneira elétrica | Torneira elétrica | 0,10 | 0,1 | |
| Tanque | Torneira | 0,25 | 0,7 | |
| Torneira de jardim ou lavagem em geral | Torneira | 0,20 | 0,4 | |
Passo 2: Verifique no ábaco luneta qual o diâmetro de tubo correspondente ao resultado desta soma:
Exemplo:
Vamos determinar os diâmetros das tubulações da instalação das figura a seguir, que ilustra uma instalação hidráulica básica de uma residência.
Temos a divisão desse sistema em vários trechos: AB, BC, DE, EF EFG.
O cálculo deve ser iniciado partindo do reservatório, ou seja, trechos AB e DE. Vamos iniciar calculando o trecho AB e os ramais que o mesmo atende.
Trecho AB
A vazão que passa por esse trecho é correspondente à soma dos pesos de todas as peças alimentadas por esta tubulação, portanto: A vazão de água que passa pelo trecho AB (1° barrilete), corresponde ao peso da válvula de descarga que atende o vaso sanitário. Olhando na tabela AF 03, encontramos o peso relativo de 32.
Com esse valor, vamos procurar no ábaco luneta qual o diâmetro indicado para o trecho AB, que neste caso corresponde a 40mm (para tubulação soldável) ou 1. ¼” (para tubulação roscável).
Trecho BC
A vazão de água que passa pelo trecho BC (coluna), é igual ao trecho AB, pois serve ao mesmo aparelho: A válvula de descarga.
Sendo assim, o trecho BC terá o mesmo valor de peso relativo que o trecho AB:
Peso = 32
Também nesse caso, verificando no ábaco luneta, concluímos que a tubulação indicada é de 40 mm(para tubulação soldável) ou ¼”(para tubulação roscável).
Observação: Como o diâmetro das válvulas de descarga nem sempre acompanham os diâmetros dos tubos, a Tigre disponibiliza adaptadores soldáveis curtos para transição. Normalmente em residências são utilizadas válvuas de descargas de 1.1/2”. Dessa forma o tubo soldável 40mm do exemplo acima pode ser interligado na válvula através de um Adaptador Soldável Curto com Bolsa e Rosca para Registro de 40mm x 1.1/2”, ou pode-se adotar o diâmetro de 50mm nas tubulações, dispensando o uso do Adaptador.
Trecho DE
Vamos calcular agora o diâmetro necessário para a tubulação do trecho DE, ou seja, o ramal que abastecerá a ducha higiência, lavatório, chuveiro elétrico, pia da cozinha(com torneira elétrica), tanque e a torneira de jardim.
Primeiramente então devemos somar os pesos dessas pessas de utilização, obtidos através da tabela AF 03:
Ducha higiênica = 0,4
Torneira de lavatório = 0,3
Chuveiro elétrico = 0,1
Pia (torneira elétrica) = 0,1
Tanque = 0,7
Torneira de jardim = 0,4
Somando todos os pesos, chegamos a um total de 2,0.
Com este valor, vamos procurar no ábaco luneta qual o diâmetro indicado para esse trecho de tubo.
Esse número está entre 1,1 e 3,5. Portanto os diâmetros correspondentes são: 25mm (para tubulação soldável) ou ¾” (para tubulação roscável) para o trecho DE.
Cálculo dos Trechos EF e FG
A vazão de água que passa pelos trechos EF (coluna) e FG (ramal), é igual a soma dos pesos dos aparelhos atendidos pelo trecho DE.
Trecho EF = Trecho FG = Trecho DE
Logo, pode-se utilizar o mesmo raciocínio utilizado para o cálculo do trecho DE, onde a soma dos pesos é igual a 2,0 e o diâmetro correspondente é de 25mm(para tubulação soldável) ou ¾” (para tubulação roscável).
Cálculo dos Sub-ramais
Vamos calcular agora os sub-ramais, que são os trechos de tubulação compreendidos entre o ramal é a peça de utilização.
Para tanto, analisa-se individualmente o peso de cada peça de utilização, verificando em seguida qual será o diâmetro para cada uma no ábaco luneta:
Ducha higiênica = 0,4
Torneira de lavatório = 0.3
Chuveiro elétrico = 0,1
Pia(torneira elétrica) = 0,1
Torneira de jardim = 0,4
Nota-se que todos estão compreendidos no trecho entre 1,1 e 3,5 no ábaco luneta. Concluímos então que para esses sub ramais, o diâmetro das tubulações deve ser 25 mm ( para tubulação soldável) ou ¾” (para tubulação roscável).
Conclusão: Para o nosso exemplo, utilizaremos os seguintes diâmetros: Trechos AB e BC: 40mm ou 1 ¼”, Trechos DE, EF e FG: 25mm ou ¾”, Sub-ramais: 25mm ou ¾”
Dicas do Hufen
Para situações de pequenas instalações, como a que a apresentamos, pode ocorrer de o diâmetro dos sub-ramais resultar em diâmetro menor que o do ramal. Nestes casos, pode-se tornar anti-econômico utilizar 3 diâmetros diferentes, por duas razões:
1- Devido às sobras que normalmente ocorrem em virtude da variedade de diâmetros;
2- Necessidade, nestes casos, de adquirir um maior número de conexões(reduções).
O método de cálculo aqui exemplificado é conhecido como método do Consumo Máximo Possível, que considera o uso de todas as peças atendidas por um mesmo ramal ao mesmo tempo.
Outra forma de se calcular o dimensionamento das tubulações é pelo método do Consumo Máximo Provável, normalmente utilizado em construções verticais. Neste método, deve-se prever quais peças de utilização(do ramal que está sendo dimensionado) serão utilizadas simultaneamente, somar seus pesos e verificar qual o diâmetro correspondente na régua a seguir:
Diâmetros de tubos de PVC rígido e vazões em função da soma dos pesos
No exemplo anterior, vamos supor que a torneira da pia da cozinha e o chuveiro fossem atendidos pelo mesmo ramal, e que viessem a ser utilizados ao mesmo tempo. Para calcular este ramal, somaríamos o peso destas 2 peças:
Chuveiro: 0,1
Torneira de pia: 0,7
Total: 0,8
Tomando este valor e olhando na régua de diâmetros, encontraríamos o diâmetro de 20mm.
Como vimos, o resultado deste cálculo é o mesmo conforme calculado através do método do Consumo Máximo Possível. No caso de instalações residenciais, não existem realmente grandes diferenças que possam gerar economia.
Porém, para obras verticais ou horizontais de grande porte, onde o número de peças de utilização é maio, recomenda-se o uso do Consumo Máximo Provável, pois o outro método pode resultar em diâmetros maiores que o necessário, visto que considera a utilização de todas as peças de um mesmo ramal ao mesmo tempo.
Ventilação da Coluna
A norma NBR 5626 diz que nos caos de instalações que contenham válvulas de descarga, a coluna de distribuição deverá ser ventilada, porém a Tigre indica que seja ventilada independente de haver válvula de descarga na rede.
Trata-se de um tubo vertical instalado imediatamente na saída de água fria do reservatório. Deve-se seguir as seguintes recomendações:
- O tubo de ventilação deverá estar ligado à coluna, após o registro de passagem existente;
- Ter sua extremidade superior aberta;
- Estar acima do nível máximo d’água do reservatório;
- Ter o diâmetro igual ou superior ao da coluna.
Para o exemplo anterior, o diâmetro do tubo ventilador devera ser de, no mínimo 40 mm ou 1 ¼”.
Dicas do Hufen
Por que ventilar?
Caso não haja ventilação, podem ocorrer duas coisas:
1- Possibilidade de contaminação de instalação devido ao fenômeno chamado retrosifonagem (pressões negativas na quede, que causam a entrada de germes através do sub-ramal do vaso sanitário, bidê ou banheira);
2- Nas tubulações sempre ocorrem bolhas de ar, que normalmente acompanham o fluxo de água, causando a diminuição das vazões das tubulações. Se existir o tubo ventilador, essas bolhas serão expulsas, melhorando o desempenho final das peças de utilização. Também no caso de esvaziamento da rede por falta de água e, quando volta a mesma a encher, o ar fica “preso”, dificultando a passagem da água. Neste caso a ventilação permitirá a expulsão do ar acumulado.
Fonte:http://www.renatomassano.com.br/dicas/residencial/dimensionamento_das_instalacoes.asp
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